O 2º Encontro das Procissões do Fogaréu do Brasil foi encerrado em Caxias, no Maranhão, com a reapresentação da procissão local. Segundo a Prefeitura de Caxias, representantes de 37 cidades de nove estados participaram do evento.
A iniciativa promoveu a troca de histórias, memórias e tradições entre grupos que preservam a manifestação. A procissão de Caxias é realizada há 23 anos no município, de acordo com a prefeitura.
O encerramento ocorreu em 31 de outubro de 2026 e reuniu participantes e visitantes no Centro Histórico de Caxias. O fundador da procissão local informou que mais de 150 turistas estavam na cidade.
O encontro abordou a preservação das Procissões do Fogaréu como manifestação religiosa e cultural e o intercâmbio entre cidades. A programação incluiu encenação teatral e percurso pelas ruas do Centro Histórico.
Encontro reuniu grupos de 37 cidades e nove estados
Edson, de Banzaê, na Bahia, relatou que a procissão de sua cidade é realizada há 63 anos de forma simples, enquanto a configuração atual existe há 15 anos. Ele também defendeu a transmissão da tradição entre gerações.
Já Evandro Teles, de Cícero Dantas, na Bahia, relacionou o Fogaréu à chegada dos jesuítas e ao processo de formação do Brasil. Segundo ele, a manifestação é realizada em seu município há quatro anos.
O caxiense Sebastião Dantas contou que é católico, já carregou o Mastro de São Sebastião e participa de procissões. Para ele, a presença de visitantes de outras localidades foi significativa.
Procissão de Caxias percorreu o Centro Histórico
A encenação teatral ocorreu no adro da Igreja Catedral de Nossa Senhora dos Remédios e do Palácio Episcopal. O secretário municipal de Cultura e Patrimônio Histórico, Maciel Mourão, afirmou que a tradição teve início em Goiás e ganhou características próprias em Caxias, com apoio da prefeitura.
Durante o percurso, os participantes seguiram com tochas pelas ruas do Centro Histórico, enquanto as luzes do local permaneceram apagadas. A representação da prisão de Cristo aconteceu na Igreja do Rosário.
Antônia Alves, que morava em Timon antes de se mudar para Caxias, disse que foi convidada a participar e considerou a encenação uma forma de perceber como Jesus viveu. A espectadora Erica Emanuele relatou que a apresentação a comoveu e a aproximou dos ensinamentos de Jesus.


